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sexta-feira, 4 de março de 2016

Pesquisadores descobrem nova espécie de perereca na Amazônia


Uma nova espécie de perereca foi descoberta por pesquisadores no Amapá e na Guiana Francesa. O animal tem como características membros em tons avermelhados e os olhos com pupilas douradas. O nome da espécie, Hypsiboas diabolicus, faz referência a um personagem do carnaval francês chamado "diable rouge". Um artigo foi publicado em fevereiro na revista internacional Zootaxa, divulgando características do animal. O amapaense Jucivaldo Lima é um dos pesquisadores que trabalharam na identificação do animal. Ele diz que o anfíbio foi encontrado nos municípios de Laranjal do Jari, Mazagão e Oiapoque, no Amapá, além da Guiana Francesa. "Em um dos estudos de campo, o pesquisador francês Antoine Fouquet detectou que tinha uma perereca que ele achava que era algo novo. Ele entrou em contato comigo e começamos a levantar essa hipótese", explicou o pesquisador do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa). O estudo iniciou em 2011 e encerrou com a publicação do artigo, em fevereiro de 2016. Segundo Lima, a partir da divulgação da descoberta da nova espécie, outras pesquisas poderão ser feitas sobre o animal. "A partir dessa divulgação, as pessoas começam a prestar mais atenção nos animais próximo de casa e quem sabe o descobrimos em novos lugares. Estamos contribuindo para aumentar a diversidade da Amazônia, divulgando informações científicas e a partir de agora podem ser feitos novos estudos para conhecer ainda mais essa espécie", disse Lima. O artigo, que descreve características como genética, descrição do girino e vocalização da espécie, teve contribuição de pesquisadores de São Paulo, Bélgica e Califórnia.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Pesca da piracatinga será restrita na Amazônia para evitar morte de botos


 
Uma portaria interministerial que será publicada nos próximos dias vai instituir na Amazônia, a partir de janeiro de 2015, moratória de cinco anos para a pesca da piracatinga (Calophysus macropterus), peixe conhecido como douradinha, com o objetivo de proteger a população de jacarés e botos-vermelhos (Inia geoffrensis), chamados de botos-cor-de-rosa. O anúncio foi feito este mês pelos ministérios da Pesca e Aquicultura e Meio Ambiente. Segundo especialistas, pescadores tem matado diversos botos na região e utilizado sua carne como isca para atrair cardumes de piracatinga, chamado de "urubu d'água" porque consome carne apodrecida. A prática, difundida no interior do estado, ocorre ainda em zonas próximas a Manaus, capital do Amazonas. Estima-se que o volume anual de pesca provoque a morte de 67 a 144 botos-vermelhos por ano. Essa quantidade está bem acima da taxa natural de mortalidade, estimada em 16 animais ao ano. Isso tem causado uma redução drástica na quantidade de espécimes. Estudo divulgado em 2011 mostra que, em uma década, a população de botos da Amazônia reduziu pela metade. De acordo com a Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), localizada no Amazonas, as características da espécie contribuem para a vulnerabilidade deste mamífero amazônico. As fêmeas têm gestação de dez meses e cuidam dos filhotes por até quatro anos, ou seja, a inserção de outro boto na natureza é demorada. Outro dado importante aponta que cada boto-vermelho, que chega a medir 2,5 metros e pesar 180 kg, pode render ao menos uma tonelada de piracatinga. Na região de Tefé, estima-se a pesca de 400 toneladas do pescado ao ano, sendo que grande parte da carga é enviada para a Colômbia. Os peixes vão também para o comércio do Amazonas, mas também são enviados para São Paulo e Nordeste. Segundo o Ministério da Pesca, a moratória vai resguardar a subsistência do pescador artesanal e, por isso, ficará autorizada a captura de até 5 quilos por dia para o consumo familiar. O governo vai estudar alternativas para a retomada da pesca da douradinha após o término da moratória.
Fonte:

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Pesquisadores identificam novas espécies de sapo na Amazônia

 
Pesquisadores identificaram três novas espécies de sapo na amazônia brasileira. Um deles, descoberto no Pará, ganhou um nome que homenageia os nativos do estado: batizado de Chiasmocleis papachibe, o sapo faz referência aos paraenses, que também são chamados de "papa chibé" em alusão a um prato típico feito com farinha. O animal tem entre 24 e 32 milímetros, com as fêmeas pouco maiores que os machos, e é considerado de tamanho médio pelos biólogos. Além do sapo paraense, os autores relatam no mesmo estudo, publicado em março, a descoberta de outras duas espécies. Uma delas, chamada de haddadi, é encontrada no Amapá e na Guiana Francesa, enquanto a outra, royi, é localizada no leste amazônico, entre Acre e Rondônia. "O povo paraense nos acolhou de braços abertos em Belém desde o primeiro dia em que pisamos aqui", explica o pesquisador Pedro Peloso, pesquisador do Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque. "Achamos legal dar este presente para o povo do estado", justifica o cientista. Segundo a equipe que estuda o animal, ainda se conhece pouco sobre o novo sapo. "A espécie é conhecida por somente três exemplares adultos, proveninetes de duas localidades, e não conhecemos nada sobre a biologia deste animal", pontua Marcelo Sturaro, do Museu Paraense Emílio Goeldi. "É importante que novos estudos sejam conduzidos para buscar essa espécie em outras localidades, e também para entender sobre a sua capacidade de sobrevivência em ambientes alterados, visto que ela parece estar restrita ao leste do Pará, uma área onde existe uma forte fragmentação dos ambientes naturais", avalia Peloso.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Tartaruga da Amazônia corre risco de desaparecer em rio do Amapá



 
Um levantamento do Instituto de Meio Ambiente (Ibama) no Amapá constatou que a espécie tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa) pode desaparecer do Rio Cassiporé, em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. O estudo, realizado em 2013, catalogou apenas cinco pares (macho e fêmea) de tartarugas. O número está muito abaixo do ideal para a sobrevivência estável do ciclo da cadeia reprodutiva, que seria de 200 pares do animal. O levantamento faz parte do programa "Quelônios da Amazônia", que visa promover em nove estados brasileiros a preservação de 18 espécies de quelônios. No Amapá, o projeto protege dez espécies desses animais. Um levantamento do Instituto de Meio Ambiente (Ibama) no Amapá constatou que a espécie tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa) pode desaparecer do Rio Cassiporé, em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. O estudo, realizado em 2013, catalogou apenas cinco pares (macho e fêmea) de tartarugas. O número está muito abaixo do ideal para a sobrevivência estável do ciclo da cadeia reprodutiva, que seria de 200 pares do animal. Para fomentar a reprodução da espécie em rios do Amapá, o Ibama estendeu o 'Quelônios da Amazônia' até a região do município de Oiapoque. A metodologia de preservação das espécies é baseada no uso de mecanismos considerados sustentáveis, como é o caso da transferência dos ovos depositados nas covas às margens dos rios para lugares mais altos, método chamado de 'translocação'. A transferência dos ovos tem o objetivo de proteger os ninhos de fatores ambientais e predatórios, como a incidência de inimigos naturais, principalmente de raposas e gaviões. Na Amazônia, a desova das tartarugas acontece entre os meses de agosto a dezembro. No entanto para obter resultados no Rio Cassiporé, de acordo com o analista ambiental, seria necessário um longo período. Em Afuá, por exemplo, uma das áreas abrangidas pelo Ibama no Amapá, demorou 20 anos para conseguir estabilizar a cadeia da tartaruga da Amazônia. Nesse período, houve um aumento de 40 para mais de 1 mil pares da espécie. No caso do Amapá, o tempo seria maior. A demora é decorrência do índice de sobrevivência dos animais. Somente cerca de 10% da espécie consegue chegar à fase adulta, quando elas podem alcançar mais de 80 centímetros de comprimento e 60 quilos de peso. "Partindo de cinco pares vamos precisar de algo em torno de 30 anos para chegarmos a 200 pares. Para isso, precisamos envolver o município, que também é responsável pela conservação do meio ambiente", mensurou Rubens Portal. Nas demais áreas protegidas pelo programa 'Quelônios da Amazônia' no Amapá, segundo o Ibama, foram soltos mais de 1 milhão de quelônios entre 1979 e 2012. O número é o menor entre os estados abrangidos pela iniciativa. O maior saldo é do Pará, com 23 milhões de filhotes soltos em água doce durante o mesmo período. A maior incidência de soltura realizada pelo Ibama do Amapá aconteceu na região do estado do Pará, no município de Afuá, com 600 mil tartarugas. Pracuúba a segunda maior soltura no período: 400 mil. "Em 2013, soltamos mais 105 mil filhotes, sendo 104 de tartarugas da Amazônia e mais 1 mil de tracajás", frisou o analista do Ibama Rubens Portal. A soltura acontece com conjunto com as populações que vivem às margens dos rios, chamadas de ribeirinhas. Essas comunidades são diretamente afetadas pelo fato de os animais incubados serem incorporados aos estoques naturais pré-existentes. "No fim do ciclo de incubação, 90% soltamos com a equipe de especialistas, e 10% com a população como se fosse uma espécie de prestação de contas com a comunidade ribeirinha da região onde o projeto é desenvolvido", concluiu o analista.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Peixe elétrico da Amazônia inspira criação de robôs subaquáticos

 
Cientistas de uma universidade americana criaram um robô subaquático a partir da análise de características de um peixe elétrico da Bacia Amazônica. O ituí-cavalo (Apteronotus albifrons) é um peixe de hábitos noturnos que vive na região amazônica. Ele é cego, mas consegue emitir uma leve corrente elétrica na água para determinar como é o ambiente onde está. Estes peixes possuem receptores distribuídos pelo corpo, que permitem 'sentir' o ambiente a partir da corrente elétrica emitida. Os pesquisadores da Universidade Northwestern acreditam que essas características podem ajudar no desenvolvimento de uma nova geração de robôs autônomos que operam debaixo d'água. A partir do ituí-cavalo, os pesquisadores criaram robôs que conseguiram se mover em meio a destroços e na escuridão total. Eles seriam úteis em casos de navios naufragados ou em vazamentos de petróleo, por exemplo."Hoje não temos robôs subaquáticos que funcionem bem em meio a obstruções ou em condições onde a visão não é muito útil", disse Malcolm MacIver, um dos líderes da pesquisa. "Pense em um navio de cruzeiro afundado. É muito perigoso mandar mergulhadores para estas situações, onde a água pode ser muito turva." MacIver mostrou o resultado de sua pesquisa na reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Chicago.

sábado, 31 de agosto de 2013

Descobertas duas novas espécies de peixe elétrico na Amazônia

 
Cientistas brasileiros e americanos descobriram duas novas espécies de peixes elétricos na região central da Amazônia. A descrição de ambas foi publicada na quarta-feira (28) pela publicação científica "Zookeys". Os animais, do gênero Brachyhypopomus, ocorrem em geral sob a vegetação flutuante nas águas da porção central da bacia Amazônica, principalmente ao longo das margens do rio Solimões e de afluentes, diz a pesquisa. Eles foram batizados com os nomes científicos de Brachyhypopomus walteri e Brachyhypopomus bennetti, diz o estudo. Os peixes são classificados como "eletricamente fracos" e não representam riscos em comparação com um "parente", o chamado peixe poraquê (Electrophorus electricus), que chega a ter três metros de comprimento e realiza fortes descargas elétricas para defender-se ou capturar presas, aponta a pesquisa. Os animais recém-descobertos possivelmente utilizam descargas elétricas como forma de ajudar em sua movimentação noturna e na comunicação com outros espécimes, sugere o estudo.

domingo, 14 de julho de 2013

Borboletas disputam para beber lágrimas de tartaruga na Amazônia


Um fotógrafo que realiza passeios fotográficos com turistas de uma pousada na Amazônia peruana registrou uma cena impressionante durante uma caminhada recente. Jeff Cremer levava um pequeno grupo pela mata quando eles avistaram tartarugas da espécie tracajá envoltas por diversas borboletas, que disputavam espaço para beber as lágrimas dos répteis. O biólogo Phil Torres, que trabalha com Jeff nos passeios promovidos pela Pousada Amazonas, foi quem avistou a cena incomum e chamou atenção do grupo. Segundo a dupla, é comum na região ver uma ou duas borboletas "beijando" os olhos dessa espécie de tartaruga em busca de uma fonte de sal, o que ajudaria na reprodução das borboletas. "É algo que eu já queria fotografar há algum tempo, não é tão comum em outras áreas dos trópicos. Este lado da Amazônia, estando tão distante do Atlântico, tem poucas fontes de sal. Então, comportamentos estranhos podem surgir para compensar - incluindo beber lágrimas de tartarugas", diz o fotógrafo de natureza Jeff Cremer. "Estamos acostumados a ver uma ou duas borboletas em uma tartaruga, o que pode render uma boa foto, mas estas tartarugas estavam realmente sufocadas por borboletas", completa.