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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O encalhe trágico de mais de 600 baleias em praia da Nova Zelândia


Equipes de resgate trabalhavam para tentar salvar 400 baleias-piloto que encalharam na madrugada de quinta para sexta-feira na costa da Nova Zelândia, quando mais 200 animais chegaram à costa neste sábado (11). Até agora, o encalhe trágico já contabiliza mais de 600 baleias em apenas três dias. Em um dos piores casos já registrados no país, pelo menos 300 cetáceos já morreram na praia de Farewell Spit, apesar do esforço das equipes, que fizeram uma verdadeira corrente humana para tentar levar os animais de volta ao mar. Cerca de 100 baleias do primeiro encalhe foram salvas e identificadas. Segundo Andrew Lamason, do Departamento de Conservação da Nova Zelândia, nenhuma das baleias que chegou à costa neste sábado possuía identificação, o que indica que seria de fato um novo grupo. Mais de 300 dos 400 animais da primeira leva morreram enquanto as equipes de resgate tentavam salvá-los. Outros 20 foram mortos pelas equipes porque estavam em condições precárias de saúde e não sobreviveriam. As autoridades ainda não sabem como vão descartar as carcaças dos animais. De acordo com Lamason, jogar no mar não é uma possibilidade já que os restos se tornariam gasosos e flutuariam até as praias. Centenas de moradores e agentes de proteção ambiental participam da operação de resgate, que começou na manhã de sexta-feira. Um dos voluntários disse que pessoas "de todas as partes do mundo" trabalham para tentar salvar a vida das baleias. Ainda não se sabe a razão que levou tantos cetáceos a encalharem em poucos dias na costa do país. Uma das teorias analisadas é a de que as baleias foram "empurradas" para a praia por tubarões, já que vários animais mortos apresentavam mordidas pelo corpo. Outra hipótese levantada por Herb Christophers, do Departamento de Conservação, é a de que as baleias encalharam ao tentar nadar em torno da ilha sul da Nova Zelândia, e erraram a navegação, acabando na praia. Segundo ele, trata-se de um lugar muito difícil para baleias perdidas. Muitos desses incidentes acontecem em Farewell Spit. de acordo com especialistas, as águas rasas da praia parecem confundir os cetáceos, dificultando sua capacidade de navegar. Danny Glover, um dos socorristas presentes no local, contou à BBC que a praia é conhecida como uma "armadilha para baleias", devido a sua surpreendente variação de maré, que pode chegar a até 5 quilômetros, mas com apenas 3 metros de profundidade. Mas há outras hipóteses para os encalhes dos cetáceos. Em alguns casos, os animais estão doentes, com idade avançada, feridos ou cometem erros de navegação, especialmente quando se trata de praias com inclinação suave. E, muitas vezes, quando uma baleia encalha, ela envia um sinal de socorro para atrair outros membros de seu grupo, que por sua vez também acabam encalhando quando a maré baixa. Há ainda a hipótese do "suicídio": algumas baleias seguiriam para as praias e encalhariam voluntariamente porque estariam muito doentes para continuar nadando. Nesses casos, por causa da estrutura social do baleal, os animais seguiriam aqueles mais fracos e encalhariam como um ato altruísta, para continuar cuidando dos membros mais frágeis da família. De acordo com o New Zealand Herald, o Departamento de Conservação recebeu o alerta sobre um possível encalhe na noite de quinta-feira. Porém, como era arriscado iniciar a operação de resgate no escuro, os trabalhos só começaram na manhã desta sexta-feira. A voluntária Ana Wiles contou que algumas baleias tentaram nadar de volta à costa, e a corrente humana estava tentando fazer com que elas fossem para águas profundas. Ela relatou ao site de notícias Stuff que havia "muitas barbatanas no ar, sem respiração". "Conseguimos fazer algumas baleias flutuarem, mas havia uma quantidade horrível de mortos na parte rasa, então foi realmente muito triste", disse Ana Wiles. "Uma das coisas mais bacanas foi que conseguimos salvar um casal (de baleias), e tiveram filhotes", acrescentou. A Nova Zelândia tem uma das maiores taxas de encalhe no mundo, com cerca de 300 golfinhos e baleias desembarcando em suas praias todos os anos, de acordo com o Project Jonah. Em fevereiro de 2015, cerca de 200 baleias encalharam no mesmo local, sendo que pelo menos metade morreu.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Mais de 20 baleias morrem encalhadas em praia mexicana


Um grupo de 27 baleias ficou encalhado em uma praia da Baixa Califórnia, no norte do México, e apenas três conseguiram sobreviver, informou a Procuradoria de Proteção do Meio Ambiente (Profepa), no domingo (15) Por quase 15 horas, as autoridades tentaram salvar os animais, mas a maré baixa não ajudou. Da espécie Piloto (Globicephala macrorhynchus), sob proteção especial no México, as baleias ficaram encalhadas em uma praia de San Felipe, no município de Ensenada. Funcionários da Procuradoria, militares e pescadores tentaram devolvê-las às águas profundas entre a tarde de ontem (14) e a madrugada deste domingo. Com a maré atingindo seu mínimo na madrugada e os cetáceos continuando a buscar a costa, "somente foi possível resgatar duas baleias-piloto adultas e um filhote com vida", declarou a Profepa em um comunicado. As autoridades ainda investigam as causas do episódio, mas "estima-se que as baleias estavam desorientadas, porque nenhum dos exemplares apresenta danos, ou lesões visíveis, e tampouco são detectadas lesões por redes, artigos de pesca, ou atividades antropogênicas que possam ocasionar, ou influenciar, o evento do encalhe". A Profepa lembrou que as baleias dessa espécie "têm uma coesão social forte", porque "não abandonam outras baleias que estão em perigo, mesmo que isso signifique a morte".

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Voluntários trabalham para salvar 200 baleias encalhadas na Nova Zelândia



Especialistas e voluntários conseguiram devolver ao mar, nesta sexta-feira (13), a maior parte das 198 baleias-piloto que ficaram encalhadas perto da baía Golden, na ilha Do Sul da Nova Zelândia. A triste notícia é que 50 exemplares não resistiram e acabaram morrendo. Segundo a emissora "Rádio New Zealand", o grupo de cetáceos libertados ainda tem que nadar para mar aberto. O porta-voz do Ministério de Conservação da Nova Zelândia, Mike Ogle, disse que espera-se que a maré contribua para levar esta comunidade de baleias-piloto mar adentro. Pessoas do departamento de Conservação e voluntários do Projeto Jonah colaboraram para salvar os animais encalhados em uma zona conhecida como Farewell Spit, indicou a rede de televisão "TV3". Dezenas ficam encalhadas anualmente nessa zona da Nova Zelândia, cujas águas fazem parte da rota que a espécie faz quando abandona a Antártica e quando retorna às águas antárticas em setembro. A baleia-piloto é um exemplar de corpo robusto que pode alcançar entre seis e sete metros de comprimento.