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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Autoridades dos EUA encontram crocodilos 'comedores de gente' na Flórida


Autoridades dos Estados Unidos informaram que encontraram crocodilos-do-nilo "comedores de gente" nos pântanos da Flórida. Foram necessários testes de DNA para confirmar que os três animais eram crocodilos de uma espécie invasora. Diferente dos jacarés comuns na Flórida, esta espécie pode atacar humanos e acredita-se que seja responsável por até 200 mortes por ano em seu habitat na África subsaariana. Especialistas afirmam que é possível que mais destes crocodilos estejam soltos pelos pântanos do Estado americano. Ainda não se sabe com certeza como eles chegaram aos Estados Unidos. "Eles não nadaram da África (até aqui)", disse Kenneth Krysko, especialista em répteis e anfíbios da Universidade da Flórida. Krysko disse à agência de notícias Associated Press que é possível que eles tenham sido trazidos de forma ilegal ao país e a pessoa que trouxe não conseguiu manter os crocodilos em um lugar seguro ou pode até ter libertado os animais de forma intencional. Os crocodilos foram encontrados na Flórida nos anos de 2009, 2011 e 2014. Os testes de DNA para confirmar que eram crocodilos-do-nilo foram feitos apenas recentemente. Esta espécie pode chegar até aos seis metros de comprimento, maior do que os jacarés locais que, geralmente, chegam aos quatro metros de comprimento. Estes crocodilos geralmente se alimentam de peixes, aves e mamíferos incluindo humanos. Eles também são conhecidos por atacar rebanhos. Especialistas em vida selvagem da Flórida temem que espécies de outros países como este crocodilo possam ameaçar o ecossistema do Estado se começarem a se reproduzir nos pântanos do Parque Nacional de Everglades. Um exemplo foi o da píton birmanesa que foi vista pela primeira vez em Everglades na década de 1980 agora já é uma população estabelecida na Flórida. O crocodilo-do-nilo chega a ter seis metros de comprimento, maior que o jacaré nativo da Flórida "Tenho duas palavras para você: píton birmanesa. Se você me falasse 15 anos atrás que teríamos uma população destas estabelecida em Everglades, eu não teria acreditado", disse o biólogo Joe Wasilewski. Espécies de outros países podem causar muitos danos em um ecossistema que não está pronto para recebê-las. Quando as primeiras pítons birmanesas apareceram na Flórida, elas começaram a se reproduzir muito rápido e mantiveram sua população alta se alimentando da vida selvagem local, que é formada por espécies ameaçadas. Entre suas presas estavam até os jacarés locais. Agora acredita-se que existam cerca de 30 mil estas cobras na região. E o governo da Flórida até chegou a permitir a caça da píton birmanesa.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Crocodilo-do-Nilo






O crocodilo-do-nilo (Crocodylus niloticus) é uma espécie de crocodilo africano, cuja distribuição se estende desde a bacia do Nilo às regiões a sul do deserto do Saara a Madagáscar e ao arquipélago das Comores. Esta espécie, é uma das maiores do mundo (o maior crocodilo é o crocodilo-de-água-salgada), é bastante perigosa para o Homem e foi venerada como divindade no Antigo Egito. O crocodilo-do-nilo é, assim como as demais espécies de crocodilos, um animal carnívoro, embora sua boca longa e cheia de dentes curtos e afiados não seja própria para devorar pedaços de carne. Por esse motivo ele carrega a vítima para dentro da água e espera até que a carne fique mais macia. Os ovos da fêmea do crocodilo-do-nilo são colocados em ninhos na areia e os filhotes demoram de 11 a 14 semanas para nascer. Os ovos e os filhotes são alvos fáceis de predadores, incluindo outros crocodilos maiores. Como é próprio da espécie, os crocodilos-do-nilo fêmeas são mães atenciosas. Constroem grandes ninhos perto da água nos quais põem os ovos, tomam conta dos ninhos por dois a três meses até os filhotes saírem dos ovos e cuidam das crias nos dois primeiros anos. Na maior parte da vida, os crocodilos são solitários; grande número de crocodilos é encontrado junto a locais onde existem alimentos, mas sem formar grupos como manadas ou cardumes, que têm um sentido técnico em outras espécies.Se a temperatura do ninho está de 31°C a 34°C os filhotes são machos. Se a temperatura está de 30°C ou menos os filhotes são fêmeas. Habitam água doce ou de baixa salinidade, como rios e lagos da África subsaariana. Crocodilos-do-nilo têm uma coloração bronze escura na parte superior, com manchas pretas na parte de trás e na cauda, com um branco sujo no ventre. Os flancos, que são verde-amarelado na cor, têm manchas escuras dispostas em listras oblíquas. Existe alguma variação da coloração em relação ao meio ambiente; espécimes que habitam rios de águas velozes tendem a ser de cor mais clara do que os que habitam em lagos ou pântanos, onde água é parada e com um maior número de algas que se prendem á pele do animal. Eles têm olhos verdes. Crocodylus niloticus Como todos os crocodilos, o crocodilo do Nilo é um quadrúpede, com quatro curtas espalmadas pernas, uma longa e poderosa cauda e um par de mandíbulas destrutivas e poderosas. O seu couro grosso, com uma fileira de placas ósseas e escamas duras o protege de qualquer ataque, sendo os olhos o único ponto fraco. Geralmente vivem por muitos anos e seus dentes e patas crescem novamente se perdidos, além disso eles conseguem passar longos períodos debaixo da água e esta capacidade aumenta com os anos. Outra característica sofisticada é que seus olhos possuem pupilas que se dilatam de noite, assim como acontece com os gatos, permitindo que os crocodilos enxerguem muito bem no escuro. Também possuem membranas nictitantes para proteger os olhos e glândulas lacrimais, limpando os olhos com as lágrimas. As narinas, olhos e ouvidos estão situados na parte superior da cabeça, de modo que o resto do corpo pode ficar escondida debaixo de água. A coloração também ajuda a camuflá-lo; juvenis são cinzentos, amarelados ou marrons, com faixas transversais escuras na cauda e corpo. À medida que amadurece, tornam-se mais escuros e as faixas cruzadas desaparecem, especialmente aquelas sobre a parte superior do corpo.