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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Praias brasileiras têm encalhe recorde de 97 baleias só em 2017


Binóculo pendurado no pescoço, óculos de sol e muito protetor solar. Todos os anos, centenas de turistas visitam o litoral brasileiro para observar baleias-jubarte, que se reproduzem principalmente em Abrolhos, na costa da Bahia. Mas neste ano, além dos saltos e jatos d'água em alto mar, os turistas também puderam notar uma atividade bem mais passiva nas areias locais. Desde o início de 2017, 97 baleias encalharam no litoral brasileiro e apenas duas sobreviveram, segundo balanço do Projeto Baleia Jubarte. Esse é o maior número de casos desde o início dos registros, em 2002. Veterinários especialistas em baleias ouvidos pela BBC Brasil alertam que esse número deve subir ainda mais até o fim do ano. Isso porque o pico de encalhes ocorre em agosto e setembro.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Novo estudo culpa tempestades solares por encalhe em massa de baleias


Tempestades solares, responsáveis pelo fenômeno conhecido como aurora boreal, podem ter sido responsáveis pelo encalhe de 29 cachalotes (um tipo de baleia) em praias do Atlântico Norte no ano passado. É o que diz um estudo de cientistas da Universidade de Kiel, na Alemanha, para quem perturbações magnéticas podem ter interferido no senso de direção das baleias e desviado o grupo para águas rasas. Todas as cachalotes morreram. Na autópsia, cientistas ficaram intrigados com o fato de que, em sua maioria, o organismo dos animais não exibia sinais de desnutrição ou doenças. E que os cetáceos eram jovens. Por isso, muitas teorias sobre as possíveis causas do encalhe circularam pelo meio científico. Houve quem falasse em envenenamento ou mesmo em um acidente durante busca por alimento. Cachalotes vivem em águas profundas e de temperatura quente para moderada. Muitos grupos vivem perto do arquipélago português de Açores. Quando atingem idade de 10 a 15 anos, porém, jovens machos migram para o norte, em direção à região polar, atraídos pela grande quantidade de lulas em águas mais frias. A viagem normalmente passa pelas costas de países europeus. No entanto, em um espaço de apenas um mês, os animais apareceram em praias alemãs, holandesas, britânicas e francesas.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Filhote de baleia que ficou encalhado por quase um dia é devolvido ao mar no RJ



O filhote da baleia-jubarte, que estava encalhado desde quarta-feira (23/08), retornou ao mar na tarde desta quinta-feira (24/08) na Praia da Rasa, em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio. Segundo a Defesa Civil, o animal foi devolvido ao mar por volta das 16h com a mobilização de um grupo de pessoas que ajudou na retirada do mamífero da areia. Três retroescavadeiras foram utilizadas durante a ação. Equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Corpo de Bombeiros, da Secretaria de Meio Ambiente e da Defesa Civil colaboraram no resgate. Segundo a Defesa Civil, cerca de 300 pessoas estavam no local acompanhando a retirada. Durante toda a manhã, duas retroescavadeiras atuaram no salvamento. Dezenas de pessoas também utilizaram pás e enxadas para afastar a areia, além de baldes para hidratar o animal. O filhote encalhou na tarde desta quarta-feira (23/08) e, segundo especialistas que estão no local, pode ter se perdido do grupo quando fazia a travessia, passando pelo litoral do Rio com destino a Antártida. A migração acontece nesta época. O filhote apresentava dificuldades para respirar, segundo a avaliação de especialistas que estiveram no local, como o biólogo Marcelo Tardelli Rodrigues. "O animal não está com nenhuma cicatriz, nenhuma marca que indique colisão com navio ou embarcações. Pode ser um animal que estava viajando com a mãe e se perdeu durante a forte ressaca das últimas duas semanas", afirmou o biólogo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O encalhe trágico de mais de 600 baleias em praia da Nova Zelândia


Equipes de resgate trabalhavam para tentar salvar 400 baleias-piloto que encalharam na madrugada de quinta para sexta-feira na costa da Nova Zelândia, quando mais 200 animais chegaram à costa neste sábado (11). Até agora, o encalhe trágico já contabiliza mais de 600 baleias em apenas três dias. Em um dos piores casos já registrados no país, pelo menos 300 cetáceos já morreram na praia de Farewell Spit, apesar do esforço das equipes, que fizeram uma verdadeira corrente humana para tentar levar os animais de volta ao mar. Cerca de 100 baleias do primeiro encalhe foram salvas e identificadas. Segundo Andrew Lamason, do Departamento de Conservação da Nova Zelândia, nenhuma das baleias que chegou à costa neste sábado possuía identificação, o que indica que seria de fato um novo grupo. Mais de 300 dos 400 animais da primeira leva morreram enquanto as equipes de resgate tentavam salvá-los. Outros 20 foram mortos pelas equipes porque estavam em condições precárias de saúde e não sobreviveriam. As autoridades ainda não sabem como vão descartar as carcaças dos animais. De acordo com Lamason, jogar no mar não é uma possibilidade já que os restos se tornariam gasosos e flutuariam até as praias. Centenas de moradores e agentes de proteção ambiental participam da operação de resgate, que começou na manhã de sexta-feira. Um dos voluntários disse que pessoas "de todas as partes do mundo" trabalham para tentar salvar a vida das baleias. Ainda não se sabe a razão que levou tantos cetáceos a encalharem em poucos dias na costa do país. Uma das teorias analisadas é a de que as baleias foram "empurradas" para a praia por tubarões, já que vários animais mortos apresentavam mordidas pelo corpo. Outra hipótese levantada por Herb Christophers, do Departamento de Conservação, é a de que as baleias encalharam ao tentar nadar em torno da ilha sul da Nova Zelândia, e erraram a navegação, acabando na praia. Segundo ele, trata-se de um lugar muito difícil para baleias perdidas. Muitos desses incidentes acontecem em Farewell Spit. de acordo com especialistas, as águas rasas da praia parecem confundir os cetáceos, dificultando sua capacidade de navegar. Danny Glover, um dos socorristas presentes no local, contou à BBC que a praia é conhecida como uma "armadilha para baleias", devido a sua surpreendente variação de maré, que pode chegar a até 5 quilômetros, mas com apenas 3 metros de profundidade. Mas há outras hipóteses para os encalhes dos cetáceos. Em alguns casos, os animais estão doentes, com idade avançada, feridos ou cometem erros de navegação, especialmente quando se trata de praias com inclinação suave. E, muitas vezes, quando uma baleia encalha, ela envia um sinal de socorro para atrair outros membros de seu grupo, que por sua vez também acabam encalhando quando a maré baixa. Há ainda a hipótese do "suicídio": algumas baleias seguiriam para as praias e encalhariam voluntariamente porque estariam muito doentes para continuar nadando. Nesses casos, por causa da estrutura social do baleal, os animais seguiriam aqueles mais fracos e encalhariam como um ato altruísta, para continuar cuidando dos membros mais frágeis da família. De acordo com o New Zealand Herald, o Departamento de Conservação recebeu o alerta sobre um possível encalhe na noite de quinta-feira. Porém, como era arriscado iniciar a operação de resgate no escuro, os trabalhos só começaram na manhã desta sexta-feira. A voluntária Ana Wiles contou que algumas baleias tentaram nadar de volta à costa, e a corrente humana estava tentando fazer com que elas fossem para águas profundas. Ela relatou ao site de notícias Stuff que havia "muitas barbatanas no ar, sem respiração". "Conseguimos fazer algumas baleias flutuarem, mas havia uma quantidade horrível de mortos na parte rasa, então foi realmente muito triste", disse Ana Wiles. "Uma das coisas mais bacanas foi que conseguimos salvar um casal (de baleias), e tiveram filhotes", acrescentou. A Nova Zelândia tem uma das maiores taxas de encalhe no mundo, com cerca de 300 golfinhos e baleias desembarcando em suas praias todos os anos, de acordo com o Project Jonah. Em fevereiro de 2015, cerca de 200 baleias encalharam no mesmo local, sendo que pelo menos metade morreu.